Eis minha poesia. Toma, agora é tua!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

superluminal



neutrinos,
em meio à OPERA,
medonhos, sem peso,
sem carga,
dançam em sua própria música.

Em uma valsa própria,
superluminal,
enfurecem fótons,
outrora iludidos que seriam únicos.

Mas que valsa é essa que foi
inalcançável ao pensamento do poeta?

Matheus Matos
(crédito da imagem: http://www.acceleratingfuture.com/michael/blog/images/superluminal.JPG)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

espaço-tempo

No meu tempo o segundo passa mais,
as estradas são eternas,
os becos são galáxias espirais,
ruas são buracos negros manuscritos,

(vão-se tempo-espaço no infinito)

nesse meu espaço-tempo;
chovem meteoros tristonhos,
a poeira estelar são meus sonhos
construindo mundinhos perfeitos,

em alguns deles é Vivaldi 
as quatro estações,
e a dança das estrelas seu concerto,
as canções? meu amuleto.

Nesse meu espaço-tempo,
políticos se perdem nessas ruas,
extorquidos pela corrupção.
pessoas são humanas,
usam o coração.

Mas é só nesse meu espaço-tempo...

Matheus Matos
(Créditos da imagem: http://cosmonovas.blogspot.com )







quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Ócio desse cio

O que são esses ossos do ofício,
se esse meu ofício nem corpo tem?
São ócios do ofício,
esses sim me fazem bem.

Matheus Matos

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Quantos inocentes são?


Eu não caibo nesse imenso,
intenso,
mar de falsidades.
Igual a mim quantos inocentes são?

Carrego toda a falta da certeza,
com a ilusão de completude
que só me traz mais falta.

Eu já desisti de mim,
me rendi ao superficial.
Nada é realmente real mesmo.

Matheus Matos

quinta-feira, 28 de julho de 2011

COSMOGONIA

Por Edson de Paula

Feitos de nós
Quantos somos e somamos
Nestas telas destes claustros?
Ali vi Monet
Li Dalí
Rembrandiando passos

Velhos Monstros
Tanto tontos dos que somos por aí
Tortos mártires
Aprendi
Como matar deuses
No meio dos sonhos
Com uma lâmina de versos

Sou tão tu que já nem sabes
Eu nunca soube se saber estaria nisso

Mostro a face desfigurada como a face da pedra
A outra face do Nada...

(Edson de Paula é poeta nato, estudante de Letras na UNEB, meu poeta preferido e meu irmão)

domingo, 24 de julho de 2011

Pequeno Samurai



Pequeno Samurai,
quem é mais forte que tu?
Guerreiro do amor,
lutando contra tua dor,
ninguém pode se opor,
Ninguém abstrai.

E tua sabedoria?
Benevolência, simpatia,
sempre hei de usá-las nos dias
que tenho que te salvar de ti.

Sei que tens coração puro,
acreditas em mim, eu juro,
sempre hei de te proteger.
Estou longe, sei.
Mas tu tens também o Samurai Maior,
bem ai ao teu redor.

E tu não estás mais só,
tens ela também ao teu lado,
pega na mão dela,
que ela pega na tua mão,
não deixa tudo desbaratado.

Ela é a flor do teu jardim,
jardim de uma única flor,
cuida dela com amor,
e serão felizes, enfim.

Matheus Matos
(Créditos da Imagem:http://pensandozen.blogspot.com/)

terça-feira, 12 de julho de 2011

Cattleya



Todos os dias
brotam flores
nas orquídeas de nosso amor.

E essa aqui
é só um pedacinho de mim
que te dou: Cattleya.

Matheus Matos
(Crédito da Imagem: foto de Geane Cardoso da Orquídea que eu lhe dei)

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Icaríneo

Nuvens descem
O Sol ferve
O Mar goteja
Destas alturas
Tudo borbulha
Nenhuma luz está acesa

Rumar as estrelas é tarefa inútil
Coisa de bardos e bestas

Procuro a sombra funesta
Do que não presta
E de quem deseja
Quem dera o vinho fosse
A veia acridoce da moça ali quieta

Chegada dos sem porto
Partida dos sem meta...


Foi-se


Edson de Paula
(de Confraria de Tolos)