Eis minha poesia. Toma, agora é tua!

sábado, 6 de junho de 2026

Incompleto II

Madrugadas cibernéticas geladas,
e o meu mundo se mudou daqui.

O que é bom está comigo.
Não espero mais o amor pelos dígitos;
ele agora está em mim.
Não me afogo em lembranças;
elas me trazem a paz.
Nem estou mais só;
ela está aqui.
Tudo o que me falta
é o que não posso dar.
Por isso, ainda sou incompleto.

Algumas coisas eu já aprendi:

As pessoas somem da sua vida
e, se você deixar,
elas se perdem.

Na vida, tudo é efêmero,
principalmente as paixões.
As paixões
são relógios de areia.

As amizades?
Ah...

São diamantes
que não precisam ser lapidados.
As pedras brutas
é que são raras.

Madrugadas cibernéticas geladas,
e agora meu mundo é aqui,
ao lado dela,
ao lado deles.

E isso é bom,
e isso é abrigo.
E alimento o amor pelos dígitos,
e não existe distância capaz
de abalar esse nó.

Também me falta o que não posso amar,
e este é o mal do mundo que me faz incompleto.

Algumas coisas eu já aprendi.

Somos difíceis nas coisas elementares,
simples demais nas importâncias,
e irracionais com paixões,
amores,
sentimentos.

As pessoas somem da sua vida
e, se você deixar,
elas se perdem.

Na vida, tudo é efêmero,
principalmente as paixões.
As paixões
são relógios de areia.

As amizades?
Ah...

São diamantes
que não precisam ser lapidados.
As pedras brutas
é que são raras.

Matheus Matos

quarta-feira, 3 de junho de 2026

euforia

 Correu atrás do impossível.

A vida dela foi feita do caos,
quebra-cabeças de peças perdidas,
cheia de buracos que fizeram sua vida.

A falta já foi uma angústia;
fazer falta, também.

A saudade era sua droga mais forte:
a saudade de ter alguém,
de sentir o coração bater forte,
a saudade do abraço materno,
do amigo ausente e eterno
e das pessoas que fazem da vida uma sorte.

No fim, eu sempre contava uma bobagem,
e ela fingia escutar.

Amores eternos são pra quem não desistiu de lutar.

Matheus Matos