Eis minha poesia. Toma, agora é tua!

terça-feira, 28 de maio de 2024

cuzcuz, café e companhia



Sonhos esquecidos
Na terra de Morfeu
acordo
mente vazia
cuzcuz quentinho
café sem agonia
E tu mais eu.


Matheus Matos 

Lucão

 Não é à toa que há mar no verbo amar. O mar é gigante. Amar é ser maior.

“Não é à toa que que amar tem ar no verbo: respire” Lucão


quarta-feira, 22 de maio de 2024

Saia, flor, que tenho pressa

 

Orquídea quase a sair de Geane Cardoso. 

Saia, flor, que tenho pressa 
Preciso seguir meu caminho 
Eu sigo um tanto sozinho 
A vida não vai devagar 
Saia, flor 
Se te interessas 
Descubro tua cor escondida 
Controla o tempo da vida 
Te dou um poema de amar 
Saia, flor 
Mas não pereça 
A vida segue 
Ainda que não pareça 
Nós somos poeira estelar 
Queria ir devagar

Matheus Matos

terça-feira, 21 de maio de 2024

à flor da pele

Eu tô com o poema à flor da pele
Brotando de qualquer jeito
Na pedra
Na terra
Na bela
Na tela
No beijo
Eu tô com o poema desejo
A mente
Não mente
Eu tenho um poema cicuta
Só vive quem lê lentamente
Eu tenho um poema antídoto
Que entrega um remédio ambíguo
Quem bebe o poeta perscruta
E acha a resposta no amigo

Matheus Matos 

domingo, 12 de maio de 2024

sinal vermelho

Escaletas sopram antigos dilemas.
De dentro da armadura
Não ouço a melodia,
Mas vejo o poema.
Dedos e corpos movem-se
como partituras.
Escondem o problema
Nos sinais;
Não há ternura em cena,
Há desiguais.

 Matheus Matos

vazio obtuso

Eu acordei tarde,
um poema me visitou.
Flutuações do nada,
uma fascinante
visão obstinada.
Eu, minha mente
e seu aspecto sonhador.
Lá no fundo,
no vazio obtuso,
não obstante à razão,
flutuações quantizadas,
solidão,
colisão,
a amada
e um retrato
de perdedor:
manejar serpentes,
entender essa gente
e não se perder
no amor.

Matheus Matos 

sábado, 11 de maio de 2024

transe

O transe
depois da 
transa
em mundos paralelos
transcender 
como quem sabe amar
o elo
plagiar 
o que é real
nesse mundo virtual
viver é singelo?

Matheus Matos

sexta-feira, 26 de abril de 2024

dilatação do tempo

Não fosse a vida esse contínuo eterno de tarefas do ofício
Não fosse isso também um vício
Não ocuparia o lugar da poesia
Das emoções
Não alimentaria ilusões
E não visitaria esses sonhos inóspitos
Fictícios
E justamente quando a vida espreme o tempo
E o tempo é a moeda difícil
É quando a gente aprende
A dilatar certos momentos
A controlar os interstícios
É quando a gente vê que
A poesia também pode vir disso

Matheus Matos