Minha vida, meus amigos e meus amores.
domingo, 21 de junho de 2026
janela
sábado, 6 de junho de 2026
Incompleto II
Madrugadas cibernéticas geladas,
e o meu mundo se mudou daqui.
O que é bom está comigo.
Não espero mais o amor pelos dígitos;
ele agora está em mim.
Não me afogo em lembranças;
elas me trazem a paz.
Nem estou mais só;
ela está aqui.
Tudo o que me falta
é o que não posso dar.
Por isso, ainda sou incompleto.
Algumas coisas eu já aprendi:
As pessoas somem da sua vida
e, se você deixar,
elas se perdem.
Na vida, tudo é efêmero,
principalmente as paixões.
As paixões
são relógios de areia.
As amizades?
Ah...
São diamantes
que não precisam ser lapidados.
As pedras brutas
é que são raras.
Madrugadas cibernéticas geladas,
e agora meu mundo é aqui,
ao lado dela,
ao lado deles.
E isso é bom,
e isso é abrigo.
E alimento o amor pelos dígitos,
e não existe distância capaz
de abalar esse nó.
Também me falta o que não posso amar,
e este é o mal do mundo que me faz incompleto.
Algumas coisas eu já aprendi.
Somos difíceis nas coisas elementares,
simples demais nas importâncias,
e irracionais com paixões,
amores,
sentimentos.
As pessoas somem da sua vida
e, se você deixar,
elas se perdem.
Na vida, tudo é efêmero,
principalmente as paixões.
As paixões
são relógios de areia.
As amizades?
Ah...
São diamantes
que não precisam ser lapidados.
As pedras brutas
é que são raras.
Matheus Matos
quarta-feira, 3 de junho de 2026
euforia
sexta-feira, 29 de maio de 2026
eu-poema
É que eu vivo morando no perigo,
cansando de viver no cansaço,
vivendo, muitas vezes, de embaraço,
de um aperto inconsequente no peito
e só pensando em viver direito.
Eu pego na mão do inimigo,
perdi do amigo o abrigo,
não vejo o tempo passando direito,
carrego lapsos comigo.
Tenho muitos eus,
e esse nem é o perigo.
É esse eu que tu lês agora:
quando se sufoca,
acende um alerta,
bate na porta,
gritando comigo:
Poema é obrigatório.
Poema é abrigo
e conforta.
O eu-poema é o sentido.
Matheus Matos
quarta-feira, 11 de março de 2026
Sobre amigos
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
21
Matheus Matos
sábado, 17 de janeiro de 2026
Luta vã
Todo dia acordo cedo,
olho a estrada da vida
e me dou alguns luxos:
certos venenos eu não bebo.
Não vale a morte lenta,
uma luta vã.
Quem guarda consigo tormentas
já perdeu a guerra,
vai ganhar o divã.
Certos venenos eu não bebo,
sejam eles segredos
ou escondidos na maçã.
Matheus Matos
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
Enigmas
Os poemas guardam segredos
das nossas almas.
Enigmas a serem descobertos.
Pra pensar com calma.
Cada rima, uma sina.
O amor que fascina,
um trauma
ou o poema que liberta.
Um poema é uma porta entreaberta
para o labirinto.
Quem encontra o poeta
desvenda a si mesmo,
distinto.
Instinto foi ler o poema,
faminto.
Matheus Matos