quarta-feira, 11 de março de 2026
Sobre amigos
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
21
Matheus Matos
quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
Fotografia
Matheus Matos
terça-feira, 11 de novembro de 2025
Jogo
Tanto erro,
tanto medo
todos meus,
todos tristes.
Tu insistes
nesse jogo.
Eu, peão;
tu, rainha.
Eu, na minha,
feito bobo.
Tantos "sins",
tantos "nãos" -
já não leio teus sinais.
Nos finais,
o xeque-mate
é só no rei.
Matheus Matos
quinta-feira, 6 de novembro de 2025
alento
Decifra-te
Sente e mente,
sentimento
sem tempo,
ausente.
A esfinge
sopra aos ventos
o tormento
que te aflige.
Eis, então, o questionamento:
é veneno o pensamento
que te oprime?
Decifra-te nos passos de outrora,
que a razão não demora;
a loucura é que aflora
na paixão que te devora.
Matheus Matos
domingo, 9 de fevereiro de 2025
trilha interrompida
como quem via a vida,
como quem via o poema,
com sua alma e rima,
como se esperasse o amor,
às 18h da tarde,
na janela de uma casa antiga,
como se esperasse um milagre.
E logo, em sua dança,
com o amor a postos,
trilha interrompida.
Ficou a poesia
em um beco sem saída,
sem receita de eternidade.
Matheus Matos
sexta-feira, 1 de novembro de 2024
águas salgadas
quinta-feira, 13 de junho de 2024
Outono
Se mistura ao inverno
De alguns corações.
Transição,
Superposição.
O inverno está vindo,
Caem flores e folhas ainda.
Flores secaram,
Mas não as emoções.
Há a lágrima que cai,
A tristeza é um calo.
A vida é um ciclo
E nem cabe num estalo.
Matheus Matos
segunda-feira, 15 de abril de 2024
Rua de pedras
sábado, 30 de março de 2024
para o amigo que partiu
para o amigo que partiu: Antônio Tiburcio (bode mucho)
terça-feira, 26 de março de 2024
movimento perpétuo
domingo, 25 de fevereiro de 2024
remédio contínuo
quinta-feira, 11 de janeiro de 2024
um amigo antigo
sexta-feira, 30 de dezembro de 2022
encontros
sábado, 16 de julho de 2022
eterno como o poema
terça-feira, 12 de julho de 2022
Manifesto
quinta-feira, 2 de setembro de 2021
Aline Maria
o ar que respiramos
na vida que vivemos
um trocado de alegria?
Sim. Te conhecer foi sinfonia
Dedilhados delicados de acordes de violão
baterias em harmonia
poesia foi tua voz
em qualquer canção
Eu carrego um peito pesado agora
de todas as imagens de outrora
de todos os encontros e desencontros
dessa triste hora que fostes embora
Demora. Essa dor no peito fica.
A minha sina é ver partidas.
enquanto não parto
lágrimas me partem
fica o que é vida.
Matheus Matos
sábado, 13 de março de 2021
A poesia é que lê a gente
A poesia é que lê a gente nessas horas
é madrugada e a ciência me pesa
uma luz no fim do mundo
das ideias
mas a poesia é que pega a gente nessas horas
E eu imagino um velho amigo
Escrevendo um verso novo
Pra me inundar
Poesia é pro tempo passar
E a vida escorregar como uma lembrança antiga
Quando olhamos pro lado
Seus 40 anos já são passado
E os seus 20 anos parecem
cenas de filmes que você
não lembra mais as partes
Poesia é quando a gente usa isso pra escapar
Do peso de coisas, que embora às vezes boas,
ocupam as memórias dos teus melhores dias
Matheus Matos
quinta-feira, 18 de julho de 2019
Velhos poemas
como quem visita velhos amigos.
Um abraço bom,
um papo profundo,
e um tchau!!
Visitar meus poemas é me encontrar
e me despedir
dos meus eus.
Como um rio que passa,
eu passo.
às vezes acho que o rio me leva,
às vezes acho que sou o rio,
às vezes eu o levo.
e nesse labirinto
quem sou e quem eu era
volta e meia
se encontram.
Visitar poemas
é como visitar velhos amigos,
velhos amores.
os amigos que fui
projetam os amigos que serei.
Me mostram os amigos que nunca deverei ser.
os amores em que me perdi
me mostram o amor que me achou,
me mostram o caminho que me levou a serenindade,
a tranquilidade de um amor de paz.
visito meus velhos poemas e quero visitar velhos amigos.
embora sempre os tenha,
tenho a impressão de ser amigo
do rio que já passou.
Os perco aos pouquinhos nos instantes de lonjuras.
Matheus Matos