Contra o único mal irremediável
Os meus versos, minha tristeza e minha dor
Nessa luta de viver sem teu amor
Eu já passo a viver o inacreditável
Eu lutei contra o inimigo incansável
E vivi meus dias de pavor
Apesar de tudo, sem rancor
Do arquiteto que se diz inexorável
Eu te vejo sorrindo no meu sonho
Me abraçando como quem chega de viagem
Me dizendo: “meu filho, que saudade!”
Te abraço com meu jeito tão risonho
Como quem tenta congelar essa imagem —
Já não sei dizer se foi verdade.
Matheus Matos
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