Eis minha poesia. Toma, agora é tua!

sábado, 7 de novembro de 2026

cobertor

Aquilo que não se renova
e é meu,
eu doei pra ti.

Aquilo que é único
e que é nosso,
eu deixei em ti.

Teci com o tempo
e fios de vento
tua liberdade.

Em cada fio,
e com detalhes,
eu teci um sentimento.

Cada fio enrolado em si,
cada fio abraçado em si,
eu sendo tu,
tu sendo eu mesmo.

Carregas
os lugares que não visitei,
a coragem que não tive,
as pessoas que amei.

Tens também
as alegrias e tristezas que senti,
batalhas que enfrentei,
o tempo que te esperei.

Carregas o tecido do meu tempo,
e o que parece que acaba
transpassa.

Teu tempo não passa mais a esmo.
O que parece finito
pra mim
é infinito e bonito
pra nós,

eterno em si mesmo.

Matheus Matos

Nenhum comentário:

Postar um comentário