Aquilo que não se renova
e é meu,
eu doei pra ti.
Aquilo que é único
e que é nosso,
eu deixei em ti.
Teci com o tempo
e fios de vento
tua liberdade.
Em cada fio,
e com detalhes,
eu teci um sentimento.
Cada fio enrolado em si,
cada fio abraçado em si,
eu sendo tu,
tu sendo eu mesmo.
Carregas
os lugares que não visitei,
a coragem que não tive,
as pessoas que amei.
Tens também
as alegrias e tristezas que senti,
batalhas que enfrentei,
o tempo que te esperei.
Carregas o tecido do meu tempo,
e o que parece que acaba
transpassa.
Teu tempo não passa mais a esmo.
O que parece finito
pra mim
é infinito e bonito
pra nós,
eterno em si mesmo.
Matheus Matos
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