Eis minha poesia. Toma, agora é tua!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Warrior

Às vezes me deparo com lutas incessantes
(o mundo e eu).
E todas as formas de se lutar
parecem incapazes de ajudar
(tudo em vão).

Ando por ai,
nas guerras da vida,
ganho irmãos,
ganho feridas.

Mas o que querem de mim?
Perdão.

Me tornei herói,
mas veja como dói:
fiz os doze trabalhos de Hércules e mais,
venci minotauro e Teseu,
e com a cabeça da Medusa que tomei de Perseu,
derrubei dez dragões igual ao de Cadmo.

Calmo,
derrotei o fracasso,
me livrei dos inchaços
que a guerra me deu.

Não sai incólume.
Ossos quebrados,
sangue vazado,
como de costume.

Mas, hei de ter meus tempos de paz.
Cicatrizes fechadas,
minha mulher perfumada
com o cheiro do amor.

Meus amigos cantando,
os abraços deixando
tudo que desfaz
pra trás.
Furor.


Matheus Matos

(Sobre a paz que não me vem)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

superluminal



neutrinos,
em meio à OPERA,
medonhos, sem peso,
sem carga,
dançam em sua própria música.

Em uma valsa própria,
superluminal,
enfurecem fótons,
outrora iludidos que seriam únicos.

Mas que valsa é essa que foi
inalcançável ao pensamento do poeta?

Matheus Matos
(crédito da imagem: http://www.acceleratingfuture.com/michael/blog/images/superluminal.JPG)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

espaço-tempo

No meu tempo o segundo passa mais,
as estradas são eternas,
os becos são galáxias espirais,
ruas são buracos negros manuscritos,

(vão-se tempo-espaço no infinito)

nesse meu espaço-tempo;
chovem meteoros tristonhos,
a poeira estelar são meus sonhos
construindo mundinhos perfeitos,

em alguns deles é Vivaldi 
as quatro estações,
e a dança das estrelas seu concerto,
as canções? meu amuleto.

Nesse meu espaço-tempo,
políticos se perdem nessas ruas,
extorquidos pela corrupção.
pessoas são humanas,
usam o coração.

Mas é só nesse meu espaço-tempo...

Matheus Matos
(Créditos da imagemhttp://cosmonovas.blogspot.com )







quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Ócio desse cio

O que são esses ossos do ofício,
se esse meu ofício nem corpo tem?
São ócios do ofício,
esses sim me fazem bem.

Matheus Matos

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Quantos inocentes são?


Eu não caibo nesse imenso,
intenso,
mar de falsidades.
Igual a mim quantos inocentes são?

Carrego toda a falta da certeza,
com a ilusão de completude
que só me traz mais falta.

Eu já desisti de mim,
me rendi ao superficial.
Nada é realmente real mesmo.

Matheus Matos

quinta-feira, 28 de julho de 2011

COSMOGONIA

Por Edson de Paula

Feitos de nós
Quantos somos e somamos
Nestas telas destes claustros?
Ali vi Monet
Li Dalí
Rembrandiando passos

Velhos Monstros
Tanto tontos dos que somos por aí
Tortos mártires
Aprendi
Como matar deuses
No meio dos sonhos
Com uma lâmina de versos

Sou tão tu que já nem sabes
Eu nunca soube se saber estaria nisso

Mostro a face desfigurada como a face da pedra
A outra face do Nada...

(Edson de Paula é poeta nato, estudante de Letras na UNEB, meu poeta preferido e meu irmão)

domingo, 24 de julho de 2011

Pequeno Samurai



Pequeno Samurai,
quem é mais forte que tu?
Guerreiro do amor,
lutando contra tua dor,
ninguém pode se opor,
Ninguém abstrai.

E tua sabedoria?
Benevolência, simpatia,
sempre hei de usá-las nos dias
que tenho que te salvar de ti.

Sei que tens coração puro,
acreditas em mim, eu juro,
sempre hei de te proteger.
Estou longe, sei.
Mas tu tens também o Samurai Maior,
bem ai ao teu redor.

E tu não estás mais só,
tens ela também ao teu lado,
pega na mão dela,
que ela pega na tua mão,
não deixa tudo desbaratado.

Ela é a flor do teu jardim,
jardim de uma única flor,
cuida dela com amor,
e serão felizes, enfim.

Matheus Matos
(Créditos da Imagem:http://pensandozen.blogspot.com/)

terça-feira, 12 de julho de 2011

Cattleya



Todos os dias
brotam flores
nas orquídeas de nosso amor.

E essa aqui
é só um pedacinho de mim
que te dou: Cattleya.

Matheus Matos
(Crédito da Imagem: foto de Geane Cardoso da Orquídea que eu lhe dei)