Eis minha poesia. Toma, agora é tua!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Caminhos de Liberdade

"Mas se você escutar bem de perto, você pode ouvi-los sussurar o seu legado. Vá em frente, abaixe-se. Escute, está ouvindo? - Carpe - ouve? - Carpe, carpe diem, colham o dia garotos, tornem extraordinárias as suas vidas." (A Sociedade dos Poetas Mortos)




Alguns de nós já têm quase trinta anos,
outros um pouco mais,
poucos um tanto menos.
Somos dois, três, quatro ou até mais,
muito mais que amigos.

E os caminhos até hoje?
Muitos amores, conhecimento,
muito Carpe Diem,
mas, muitos entroncamentos.

Então, onde ficaram as partes de nós que não se encontram mais?
Onde está a nossa essência pura, inalterada?
Quando se verão novamente?
Onde se encontrarão?

Qual sentimento deixamos de compartilhar,
o que nos falta mostrar,
pra nos entender outra vez?

Sei que serão caminhos longos até que, de novo,
cada parte de nossa alma possa se fundir em uma só.
Inabalavelmente.

São caminhos pelo deserto em sol ardente,
neles encontraremos nossa miragem ao fundo,
e é nela que confiaremos ao outro a
responsabilidade da existência daquela água.
Sem água, só a sede restará,
e isso faz tudo secar.

São caminhos pela Sibéria em meio ao gelo.
Agora o que falta é o calor.
Aquele calor da união.

É, são caminhos de liberdade.
Santa Liberdade.
Sempre Lealdade, é o que há de ter.

Então, onde se encaixarão nossas mulheres?
onde estarão nossos filhos?
Que caminhos vão percorrer,
se nós deixarmos morrer,
essa nossa essência pura?

Qual a hora certa de entender
que já são quase trinta,
e que isso é muita tinta
pra escrever, entender,
traduzir nossa existência pro caminho deles?

A distância brinca com os sentimentos.
Esconde aqueles únicos momentos
ao fundo, bem no fundo daquele poço
que chamamos confiança.

Rasga o peito,
pra alguns, a esperança
de um amor que é real.
Mas quem decide isso afinal?

São os nossos conceitos que devem mudar.

Matheus Matos

(Créditos da Imagem)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A inocência no amor é a melhor forma dele.



Mesmo que tu definas,
o mais singelo de teus conceitos,
é este preceito que deves almejar:

Simplicidade e inocência no amar.

Vem do olhar mais puro,
com a tristeza de ver sair,
e da alegria ao ver chegar.

Coração pequenininho,
consumido de pouquinho,
no sentimento magoar.

Emoção,
de proporções desmesuradas,
ao encontrar.

Hiperestesia olfativa de Grenouille
quando num primeiro encontro
à beira-mar.

É nada querer ao dar.

Medo de não ver,
confiança focada no olhar.

São borboletas constantes no estômago,
e medo do primeiro beijar.

É tudo isso e mais um pouco
que toda criança faz
ao
amar.


Matheus Matos
(Créditos da imagem. Inspirado no video do Jô: http://www.youtube.com/watch?v=DESEUoNuhxQ&feature=player_embedded)

quarta-feira, 30 de março de 2011

Entardecer



Numa cafeteria,ao entardecer,
espero o café da Chica.

De pouquinho, fitando a vida passar,
se perdem meus pensamentos.

Se encontram em cruzamentos de sentimentos,
e no meio está a lembrança.

O amor e a paixão em sentidos opostos,

o ciúme e o perdão um atrás do outro.


Em um guardanapo branco,
sem sentimento algum,
escrevo quatro letras.
Essa é a palavra que guia minha vida.


Matheus Matos

(Créditos da imagem: Por do Sol no rio São João do Marinheiro - Cardoso-SP. Tela pintada através de foto do local tirada pela artista. **medium: óleo s/tela** Pertence a Wilson (São Paulo)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Sentimentos do mundo

Que minha poesia não me tire
o amor que tenho em mim,
porque escrever é lançar aos ventos
os sentimentos do mundo,
muito embora esses sejam meus
quando transcrevo-os.

Matheus Matos

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Esquizofrenia: preta e branca

A loucura está ali,
impregnada no querer.
Do poeta? As palavras
se alinhando aos sentimentos.

A pintura é a mistura da loucura
do pintor traduzida em cores.
E a ciência? Sem consciência,
é uma doença,

sem cura.

A dança da bailarina,
esquizofrênica,
[des]codifica a arte por traz
da poesia colorida
pelo escritor.


É a loucura,
sem cura,
secura,
do querer.

Do amor? o gozo todo dia,
e do ecstasy o prazer da hora.
Mas o poeta não precisa de outras drogas
a não ser seus sentimentos.

Então,
E S Q U I Z O F R E N E - S E.


(Eu sou ao menos um cara que sente)

Matheus Matos

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Procrastinatus

Sou errante, eu sei.
Procrastino com o tempo
buscando sanidade nas minhas ações,
jogo palavras em versos monótonos
pra tentar determinar o realismo
desse momento que me aflige.

Sou voraz, eu sei.
Me alimento da falta que me faz
os momentos alegres de meu passado,
buscando nutrir idéias de um futuro igual,
me esquecendo que meu presente não tem mais
elo com esses tempos.

Sou poeta? Não sei.
Copulo com outras poesias
buscando as palavras que me faltam nesses versos,
e vejo que esse fluxo de letras se perderam em minhas
veias poéticas. Estou em um infarto.

Mas o que eu sei é justamente o que não me completa,
a dúvida no meu saber apenas me leva à frente
de amanhã.

E amanhã é outro dia.

Matheus Matos

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Conversas paralelas






Somos um infinito de conversas.
Em galáxias distantes
de universos paralelos,
infinitos amigos,
infinitos amores,
infinitos.

Matheus Matos
















segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Horcrux

amo-te tão soberanamente em minhas incertezas,
que mesmo em face a morte [tristeza],
conseguiria esquecê-la mais.

só este amor demasiado me guia
e guia a ti também,
nesses, às vezes, caminhos tortuosos
que é viver.

sou como flores sem a água,
como o vento sem o ar,
como o cheiro sem o aroma,
quando estou, assim, sem ti.

mas tenho-te sempre em meus pensamentos,
não apenas no infausto momento
de tua ausência.

deixei de usar minhas reticências,
para amar-te ainda mais do que elas diziam.

e agora, meu amor por ti é eterno,
dividi-lo-ei em infinitos poemas pelo mundo,
matando em cada palavra o meu
e o teu medo de me perder.

Matheus Matos
para meu amor G