Eis minha poesia. Toma, agora é tua!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Formigas

Formigas
são
bichos
peçonhentos.
Seu veneno?
Invasão.

Homens
são
bichos
peçonhentos.
Seu veneno?
A razão.

Matheus Matos

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Galáxias Distantes Rivais

Galáxias distantes,
errantes,
em espirais:
Andrômeda,
Via Láctea,
som dos metais.

Vivem em tempos inimagináveis
onde os segundos são bilhões.
E nesse tempo infinito
os encontros são colisões.

Galáxias distantes
são rivais.
Brigam em danças eternas
ao som dos metais:
novas, supernovas e hipernovas
nos festivais.

Matheus Matos



http://www.fotonblog.com/2012/06/colisao-da-galaxia-de-andromeda-com-via.html
http://www.nasa.gov/mp4/654254main_v1220j_H264l.mp4
Crédito da Imagem: http://www.nasa.gov/mission_pages/hubble/science/milky-way-collide.html

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Sopa de Letrinhas

Mais em http://vidamigosamores.blogspot.com.br/2012/07/sopa-de-letrinhas.html
Posted by MINHA VIDA, MEUS AMIGOS E MEUS AMORES. on Quarta, 5 de agosto de 2015



Quisera, quimera de minha alma,
que amigo eu fosse teu,
mas paira entre nós
as geleiras do Alasca.

E eu, esse tempo todo,
esperando as tuas poesias
pra entender tuas manias,
tuas dores do dia.
Agora encontrei-as.

Foste tu que as me deste.
De presente, em bandeja,
de relance, me mostrando
onde se encontrava tua timidez.

Agora vejo onde estava
escondida
tua dor e tua alegria,
tua flor e arritmia,
onde parou teu amor.

O poeta estava escondido de mim,
não do mundo.
Quem não procura é que não o
acha a fundo.

Todo poeta tem alma aberta.
Leia ela em um segundo
com a sua aura:
sopa de letrinhas formando
palavras.

Matheus Matos
(inspirado em: http://flutuacoesdonada.blogspot.com.br/)

terça-feira, 29 de maio de 2012

Meu pequeno samurai, e meu samurai maior


Eu sei que você está ai,
bem quietinho,
esperando o meu "Oi".
E eu aqui desejando aquele
abraço irmão.
Eu sei que sou mais ausente do
que tento não ser.
Mas é que a vida é feia às vezes.
Sinto saudades sempre de cada momento
a 6 ou 7 anos atrás, quando eu te tinha
por perto em cada instante do meu dia,
naturalmente,
sem sentir falta,
guiando teu caminho,
ainda que pelo teu caminho.
Eu aprendi a ser irmão com você sabia?
Aprendi novamente a ser irmão.
Você me completou quando a outra parte de
minha alma decidiu que não dava mais
pra ser lado a lado. E partiu.
Eu amo muito vcs, com toda a força que tenho.
E vivo com um pesar constante em minha vida
por não tê-los por perto. Tenho aqui sempre
comigo uma lágrima no canto teimando em cair.
Mas entendo, a vida é feia às vezes.


Matheus Matos

Menina Morte


E quem é você pra me tirar o ar?
todas as minhas forças estão ai,
toda a minha glória,
toda a minha paz,
Quem é você pra me tirar o ar?

Não venha roubar meus amores,
não me ausente dos meus amores,
eles não sabem viver sem mim,
e eu não vivo sem eles,
Quem é você pra me tirar o ar?

Eu estou tão longe, numa ilha distante,
e meu coração pesa tanto,
pesa tanto,
que não me permito.
Quem foi você que me tirou o ar?

Não busque minha ira,
Não venha tirar meus abraços e meus beijos,
Não venha alfinetar minha alma assim.
Quem é você pra tirar meu ar?

Não venha menina morte,
nunca mais,
sugar meu ar.

Matheus Matos

Créditos da Imagem: http://promenadedufeu.blogspot.com.br/2011/05/morte.html

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Sensibilidade






Não vendi meu violão
porque o sensível me inspira.
Só ele estando ali, do meu lado,
esperando meu dedilhado....

e eu aqui do lado dele esperando a sensibilidade....


Matheus Matos

(Pensando em Tibério Azul:Veja só)

Créditos Imagem: http://nmusica.blogspot.com.br/2011/06/violao-o-um-instrumento-de-cordas-com.html

quinta-feira, 22 de março de 2012

Minh'alma

E nesse meio termo
de ser tudo e nada ser,
de ter tudo e nada ter,
me perco em meu holocausto.

Agredido pelo invisível,
exausto,
vejo a cena do impossível.

Sou eu que levito a cena
de minh'alma pequena
envolta pela escuridão.

Mil demônios a rodeiam
iludidos de penitencia-la ao fracasso,
mas cômoda minh'alma brilha.

Matheus Matos

(Créditos da imagem: http://sitedepoesias.com/poesias/78003)


quarta-feira, 21 de março de 2012

Outro Tempo




Se eu tivesse tido outro tempo,
minuciosamente
levaria minha alma pra tua.
Fundi-las iria eu
novamente,
em um canto afinado,
ou em palavras miúdas
atrás do armário.
Da forma que fosse, eu faria.

Meu bem, não existe tempo se não dizemos
que ele exista. Mas o tempo pode ser dito assim:
É a linha ténue entre a vida e a morte.
Mas de quem é então a vida e a morte que o define?

Quem sabe do amor.
Desse nosso eterno amor.
Então, é eterno esse nosso tempo,
e haja firmamento
pro nosso tempo queimar.
É, amor, eu já sei te amar.

Matheus Matos

(crédito da imagem: http://navedekika.com/2010/12/nao-houve-firmamento/)