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sábado, 6 de junho de 2026

Incompleto II

Madrugadas cibernéticas geladas,
e o meu mundo se mudou daqui.

O que é bom está comigo.
Não espero mais o amor pelos dígitos;
ele agora está em mim.
Não me afogo em lembranças;
elas me trazem a paz.
Nem estou mais só;
ela está aqui.
Tudo o que me falta
é o que não posso dar.
Por isso, ainda sou incompleto.

Algumas coisas eu já aprendi:

As pessoas somem da sua vida
e, se você deixar,
elas se perdem.

Na vida, tudo é efêmero,
principalmente as paixões.
As paixões
são relógios de areia.

As amizades?
Ah...

São diamantes
que não precisam ser lapidados.
As pedras brutas
é que são raras.

Madrugadas cibernéticas geladas,
e agora meu mundo é aqui,
ao lado dela,
ao lado deles.

E isso é bom,
e isso é abrigo.
E alimento o amor pelos dígitos,
e não existe distância capaz
de abalar esse nó.

Também me falta o que não posso amar,
e este é o mal do mundo que me faz incompleto.

Algumas coisas eu já aprendi.

Somos difíceis nas coisas elementares,
simples demais nas importâncias,
e irracionais com paixões,
amores,
sentimentos.

As pessoas somem da sua vida
e, se você deixar,
elas se perdem.

Na vida, tudo é efêmero,
principalmente as paixões.
As paixões
são relógios de areia.

As amizades?
Ah...

São diamantes
que não precisam ser lapidados.
As pedras brutas
é que são raras.

Matheus Matos

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