Eis minha poesia. Toma, agora é tua!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Parasita


Já tenho memória fraca,
não aprendo coisas novas
e nem falo coisas úteis.
Já não tenho o peso das palavras.

Percorro uma linha ténue
separando paixão e loucura.
Agora sou bom em babaquices.

Vivo iludido com finais,
temerosos finais,
pesadelos constantes em noites mal dormidas.
Tiro a máscara e não me vejo, vejo a máscara
enraizada, furtiva.
Como se livrar das feridas?

-Essa é a máscara que vive em tua face?
-Sim, ela é quem vive em mim, mas eu que sou o
parasita.

Matheus Matos