Eis minha poesia. Toma, agora é tua!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Saudade

Tenho a impressão suave de que você é bem mais feliz assim!
São os dias que passam em minha mente, e as imagens que inundam minhas lembranças
que me levam de volta a infância, porquê não feliz infância?!!

Tenho estado em estados diferentes do que estou,
Tenho ido ao estado que minha mente julga de saudade/amor,
Tenho chorado em meio a sorrisos e me enquadrado em meio á angustia.

Um nó na garganta, uma vontade de voar, de retroceder, de não mais estar,
de desfazer o que não se pode, de resolver esse meu problema maior.
A morte é apenas uma viagem, viagem ao desconhecido, viagem ao nada, viagem às lágrimas.

Estar longe, não ver velório, não abraçar meu amores, meus irmãos, os meus,
me traz uma agustia maior do que a de ver o corpo sem alma.
Pior ainda é imaginar!

Tenho estado em meio a mente, mergulhando profundamente em pensamentos e palavras,
mergulhando em lembranças de vida.
Tenho estado triste, com uma casca dura, uma máscara aos que não são meus.

Se morre de solidão?!!!Foi a solidão, e isto me angustia ainda mais.
No meu futuro, quero um amor pra velhice, quero uma paz quando olhar pro lado
e ver que não estou só. Quero aquilo que me livre dessa vontade de não mais estar,
porquê estar não mais agrada, porquê olhar pro lado e ver paredes frias e velhas,
uma cama só, pequena, é apenas solidão.

Quando eu morrer, quero apenas não estar só. Quero a imagem feliz dos meus dias felizes,
quero que me olhem como alguem que amou, e que esteve presente na mente dos meus,
que foi importante pra alguém, e que esse alguém foi importante para mim.
Quando eu morrer, quero morrer sabendo que vivi.

Eu ainda quero ver cachoeiras bonitas, sentir a queda d'água em meus ombros.
Eu ainda quero correr pelo mato e sentir o ar puro da natureza,
Eu ainda quero saber das coisas mais esdrúxulas, e sempre guardar no fim
a imagem feliz dos meus dias.

Essa imagem que vejo agora, é apenas saudade do que ainda não vivi,
Mas hei de sentir saudades do que fiz,
Pra não morrer de solidão.

Essa imagem que não vi ainda me joga na cara que foi solidão. E isso me angustia ainda mais!
E esse laço preto que chamam de luto é a única imagem que posso mostrar, longe da minha máscara,
que o meu estado ainda é de angustia.

(à minha vozinha Diná, pela dor que senti com sua falta)