Eis minha poesia. Toma, agora é tua!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

PANTOMIMA

Quando as pétalas choram gritos de alegria

Quando as ruas transcorrem, céleres, o peito dos navegantes

Quando poesia é o que falta, só resta poesia

Quando cavalos de fogo puxam as rédeas de sonhos galopantes

É onde elfos aparecem

[furtivos]

Por entre as moitas de urze seca

E os pardais,

seres largados do tempo,

Esquecem adjetivos,

Ensinam lições sobre postes de energia elétrica,

observando pela fresta dos confins do mundo

a luz, o alento e o vagabundo

ermando sobre as águas,

errando na peleja chata

por bater na porta errada

e perceber que seu mapa astral está invertido.

Divertido é rumar à outra pátria:

Quando...

O tempo é de olvidar

O tempo é desmembrar

as vezes

esquecer a dor

ao pisar em cacos de vidro

...

01/09/05

Edson de Paula