Eis minha poesia. Toma, agora é tua!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Meus lagos

Em meio ao que está escuro esqueço-me do meu antes.
Hoje sou tudo que não fui,
e não me desapego do que sempre tive.
Ontem mergulhei num mar de loucuras
e sucumbi a minha própria fraqueza.
Hoje eu sei que minha fraqueza é um estar em mim,
e não vivo mais sem ela.
Mergulho em lagos puros, em lagos sujos,
mas em só um me banhei.
E a essa agonia que percorre minhas veias,
dou o nome de saudade.
E a essa angustia que me consome,
dou o nome de lembrança.
E a essa tristeza que sucumbi,
dou o nome de amor.
Meus versos não são mais felizes e puros.
Hoje sou apenas reflexo de um querer.
Estou acorrentado aos meus abismos,
e caio sempre que tento me segurar em um galho.
Mas irei um dia voar deste abismo
e voltar ao princípio de tudo.
Chegarei até mim novamente.
(Matheus Matos)