Eis minha poesia. Toma, agora é tua!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Horcrux

amo-te tão soberanamente em minhas incertezas,
que mesmo em face a morte [tristeza],
conseguiria esquecê-la mais.

só este amor demasiado me guia
e guia a ti também,
nesses, às vezes, caminhos tortuosos
que é viver.

sou como flores sem a água,
como o vento sem o ar,
como o cheiro sem o aroma,
quando estou, assim, sem ti.

mas tenho-te sempre em meus pensamentos,
não apenas no infausto momento
de tua ausência.

deixei de usar minhas reticências,
para amar-te ainda mais do que elas diziam.

e agora, meu amor por ti é eterno,
dividi-lo-ei em infinitos poemas pelo mundo,
matando em cada palavra o meu
e o teu medo de me perder.

Matheus Matos
para meu amor G

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

"Pergunte aos meus olhos. Pergunte aos meus sorrisos. Pergunte aos meus abraços. Porque eles, são ainda mais sinceros, que qualquer coisa que eu possa escrever."

Retirado de http://twitter.com/#!/Oito_

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

saudades

estando aqui,
assim pequeneninho,
é que sinto teu carinho.

estando lá tão pequena,
é fazer valer a pena,
nossa amizade poema.

eu aqui, tu lá,
e o infinito entre nós,
emaranham os nós de nossa voz.

assim calam-se o infinito,
e o firmamento,
e o pensamento voa!

Matheus Matos (12/11/2010)
para pequena SyahT

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

por: Edson de Paula (Bigão)

Minha cabeça não tem pescoço
Flutua acima do corpo e outros planetas mais longínquos
Como parar frente ao Olimpo
Dar um passo e não mais voltar?
- Volto como quem foi!
Dizia o MAR

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

desenho

Que cheiro tem a poesia? A poesia tem o cheiro de cabelos longos, loiros e ondulados. Tem o cheiro dos primeiros instantes de uma paixão, exala o perfume dos olhares apaixonados e do olhar maduro dos nossos avós. É como sentir o cheiro das belas flores, sem que essas exalem cheiro algum. A poesia exala das pessoas que amamos, dos nossos amigos (embora distantes), dos nossos amigos (que ainda não conhecemos), dos nosso irmãos, dos nossos romances, das frustações, de sentimentos. A muito não sentia esse odor que alimenta almas, e foi justamente num desenho que reacendeu-me o desejo de ser poeta, embora não tenha o dom de sê-lo.......
Ganha-se um sorriso. Perde-se a alma.
http://vidamigosamores.blogspot.com/2010/08/as-pessoas-somem-da-sua-vida-e-se-voce.html
Posted by MINHA VIDA, MEUS AMIGOS E MEUS AMORES. on Domingo, 4 de outubro de 2015


As pessoas somem da sua vida
e se você deixar
elas se perdem.

Matheus Matos
a vida é um jogo onde perder querendo é perder ganhando

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Cotidiano - quase tradicional

http://vidamigosamores.blogspot.com/2010/08/cotidiano.html
Posted by MINHA VIDA, MEUS AMIGOS E MEUS AMORES. on Terça, 4 de agosto de 2015


Amor,
levanta desse chão que te condena,
dessa tristeza que te acorrenta,
desse teu medo de viver.

Levanta,
vem dizer que me ama,
me tem como tua janta,
vem devorar meu ser.

Consome,
gasta toda a tua ira,
veja bem que não tem mentira,
nosso amor é pra valer.

Responde,
esse grito que te atira,
essa música da minha lira,
esse meu canto de amadurecer.

E cala-te,
simplesmente com meu beijo,
toma pra ti o meu desejo,
esse meu desejo de viver.

Matheus Matos



sábado, 31 de julho de 2010

madrugadas

http://vidamigosamores.blogspot.com/2010/07/madrugadas.htmlmadrugadas cibernéticas geladas,e o meu mundo se mudou...
Posted by MINHA VIDA, MEUS AMIGOS E MEUS AMORES. on Quinta, 6 de agosto de 2015


madrugadas cibernéticas geladas,
e o meu mundo se mudou daqui,
vive agora em outro tempo.

o que é bom está comigo,
e não me importa carnes e ossos saltitantes.

Não espero mais o amor pelos dígitos
(ele agora está em mim),
não me afogo em lembranças
(elas me trazem a paz),
nem estou mais só
(ela está aqui).
Tudo o que me falta é o que não posso dar,
por isso ainda sou incompleto.

Matheus Matos (02:48am - 01/08/10)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Lua de Veneza

por: Edson de Paula (Bigão)

Lua vermelha,
[um quadro de novela],
Será que o teu recado
é refletir
os olhos dela?

Círculo de chamas,
e névoa,
e lágrima
Dissolve-se em mim,
Dissol
ve-
me...

À noite na cidadela
Os gondoleiros trafegam os ares,
outonos de Vivaldi
Navegando a primavera.
Nenúfares
se fazem...nu
corpo d’estrela...

Quão longe a Lua
chegando ao inexistir.
Bola bela,
balão de beleza,
canção d’esquina,
Luar de Veneza,
rapina do olvido,
Sentido,
não-certeza...

Os becos nefastos da solidão
levam-me
para os jazigos,
jazem figos
no intraduzível.

Semi-planos de refúgio,
Sem planos,
sem panos,
sem canais,
Túrgidas divagações astrais...
[Apenas] lucubrações lânguidas.
...Há penas...

Vazio...
cama...
dama...
Aqueronte...ponte
E
...saudade...

Lua vermelha,
pentagrama de velas,
Levará alucinados
olhos
às janelas!..?...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Transitório

por: Edson de Paula (Bigão)

Não escrevo cartas com prazo de validade.
Cartas são como
gravetos da estação passada,
uivo de cão vagabundo
um desconhecido caminhando calçada
da estrada infinita...
[do mundo.

Não trago anéis de fumaça desfeitos
(em embrulho para presente),
Copulo com o passado
ao brotar alicerçando
o amanhã na incerteza,
fugidia presteza,
Eu ausente
[do tempo.

Não me implodo em negativas,
Não me prendo a negações,
Desfaço tudo que foi dito,
Digo-o novamente,
Refuto,
Vou em frente
[e volto
Ao colapso entre caos,
cáucaso,
Titãs e deus.

Sou o amante dos finais,
[felizes ou não]
Acorrentado a princípios.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Traça Metalingüística

por: Edson de Paula (Bigão)

Nunca fui poeta,
Não sou poeta
E jamais serei!
Não suporto este fardo inalcançável,
Estas penas de chumbo
Rabiscando de sentimentos o céu,
Aves metálicas das costas de Atlas
Que carregam por cordas
o mundo.

Poetas são nefelibatas
Vivendo as nuvens no chão,
São nuvens náufragas
Avistando ilhas voadoras;
Poetas são monstrinhos visguentos,
Bucha de canhão, pólvora, bala, fogo,
BUM!!!
Ungüento...
Talvez uma flor artificial num jarro transitório
Eu possa ser,
Um brilho fugaz num orbe alegórico
Eu possa ter.
Mas de que vale todo artifício ornamental
Se da corola não exala perfume?
De que vale o brilho sepulcral
Se o calor não aquece a nudez do estrume?
De que vale dizer-se poeta
Se não traz em si a altivez do lume?

Não sou poeta,
Nunca fui
E jamais serei!
Quem dera eu pudesse vestir-me de reticências,
Calçar alpercatas do infinito,
Fazer de manto um labirinto,
Fazer-me manto,
Fazer-me mito,
Ser transcendência!
Não passo de criança evasiva
Entre um copo e outro de cachaça.

Meu ser é jaz.
Poetizar? Jamais.
Quando o for,
Não serei
Restaria mais um passo,
um verso, uma linha, um traço,
Enquanto isso
Vago nos corredores de paredes brancas
Em busca de povoar-me o...
...não-ser...

Poeta?!
Nunca fui,
Não sou já,
Mas serei...

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Na ilha por vezes habitada

"Na ilha por vezes habitada do que somos, há noites,
manhãs e madrugadas em que não precisamos de
morrer.
Então sabemos tudo do que foi e será.
O mundo aparece explicado definitivamente e entra
em nós uma grande serenidade, e dizem-se as
palavras que a significam.
Levantamos um punhado de terra e apertamo-la nas
mãos.
Com doçura.
Aí se contém toda a verdade suportável: o contorno, a
vontade e os limites.
Podemos então dizer que somos livres, com a paz e o
sorriso de quem se reconhece e viajou à roda do
mundo infatigável, porque mordeu a alma até aos
ossos dela.
Libertemos devagar a terra onde acontecem milagres
como a água, a pedra e a raiz.
Cada um de nós é por enquanto a vida."
Isso nos baste.
[José Saramago]

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Invictus

(Título Original: "Invictus")

Autor: William E Henley
Tradutor: André C S Masini

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

Invictus

by William E Henley

Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate;
I am the captain of my soul.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

êxodo urbano

sair
com quem se
completa no ato

desvendar
cada curva,
cada encruzilhada

não para entender o caminho
mas para lhe prestar homenagem

por existir, permitir que fujamos

por ser oblíquo,
e assegurar nossos esconderijos

ou por nos ajudar a invadir becos,
perdendo, felizes,
as chaves do escritório.

Moacir Eduão

quarta-feira, 2 de junho de 2010

quase parti

Saio do chão,
voando baixo.
Não sei porquê,
estou tão cansado.

são quase-partículas,
Higgs de (d)Deus,
quase parti.

elétrons, prótons, nêutrons,
são átomos?
quarks são prótons, nêutrons?
mas o que são fônons, plasmons,
plasmarons?
Pasma-me.
e os magnons, éxcitons?
Excita-te?

big-bang,
quente, denso,
matéria, anti-matéria,
boom!!!!

foi Deus que cuspiu o
bóson de Higgs.


Matheus Matos

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Complexo

O que se encaixa no plano complexo da sabedoria?
Vírgulas, pontos, teorias?
Paz, descanso, vida longa. Isso resolveria?

O que Gandhi diria a Jesus sobre o amor?
E isso, traria alguma dor?
Quem se importaria, se Jesus fosse o Deus da sabedoria
e aprendesse com "Gentileza" algo sobre o amor?

É complexo. É o plano complexo do não saber.
É o plano discreto do que se pode aprender.

Se somos filhos de Deus,
Reflexo de sua imagem.
Por que ele é inalcançável ao pensamento?

Só lamento.
É complexo não saber.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Lembranças perdidas

Mão na cabeça parece desejo,
essas tuas facetas a brincar de iludir.
Tua boca a pedir mais mel,
e teu corpo oferecendo o maior pecado do céu.

Vem olhar pra mim como não olha ninguém,
mas encanta,
tira o folêgo e inflama esse meu pecado maior.

Eu, beijando tua face,
Deleito-me,
Minhas palavras já não tão puras,
Acorrentam-me ainda mais.

Mas o que é amar nesse sentido vão de meu entender???!!!
O que é sentir tua pele na minha,
Teu riso em mim,
Tua boca carnuda ofegando meu querer???

O que é ouvir tua voz suave e dengosa???
e tornar-me tolo,
com palavras malucas,
devaneio de pensamentos,
ilusão de sentimentos,
como quem goza de prazer????

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Diamantes

As amizades??
Ah!! São pedras de diamantes que não precisam ser lapidadas,
As pedras brutas é que são raras.

Matheus Matos
Ganha-se um sorriso. Perde-se a alma.

Sentir

No tempo que eu era menino não enxergava
a beleza de belas frases, as sentia.
Hoje pelejo pra senti-las e só enxergo.

As vezes num vulto de agonia e desespero,
mergulho no meu eu-menino e sinto como bom era sentir!!

Hoje sou eu mais velho.
Amanha cada vez mais novo.
Chega um tempo que a gente
não vê mais velhice sabia??
Nesse tempo a gente rejuvenesce.

Quem sabe um dia eu me sinta de novo!!
(21/11/2008)

Veloz

http://vidamigosamores.blogspot.com.br/2010/04/veloz.html
Posted by MINHA VIDA, MEUS AMIGOS E MEUS AMORES. on Terça, 5 de maio de 2015



Na vida tudo é efêmero,

principalmente as paixões.

As paixões são relógios de areia.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Camicaze

Eu que sempre busquei o amor,
que sempre busquei a vida,
encontro-me assim
como uma alma vagando
os abismos profundos de vossas entranhas.

Eu camicaze de bocas bonitas e seios perfeitos,
eu camicaze de afeto e alma.
Atrás do rosto agitado e aparentemente feliz,
esconde-se a alma mais calma e pensativa,
buscando o ser que nunca fui, e que nunca serei.

Eu homem sem virtude,
dilacerado por palavras simples e cortantes.
Eu homem de virtudes escondidas.
Eu, ser que compreende a quase todos.

Quero transformar-me num abismo escondido,
e receber almas que querem se perder.
Eu, homem sem fim.
(MATHEUS MATOS)

quinta-feira, 25 de março de 2010

Fica Flor

Bruxa flor, menina mulher, princesa de esplendor
que nasce no meio de ceus de chamas de voos de fênix.
Carrega no peito a dor da ausência,
que como fênix carrega essa dor
pras cinzas.

Essa flor de ir embora,
esse sonho de letras bem ditas,
que traz em sua própria fonética
o sonho de flor de não ir.

Fica flor, sem coisa real nenhuma.
Porquê viver de sonhos é percorrer os lagos mais puros.
Fica flor, com esse gosto de amor na boca da alma,
que é pra buscar com gosto o sabor desse céu da tua boca.

Viver de lembrança,
É o que a flor mais sabe fazer,
Sente o gosto da chuva,
e os raios do sol,
e espera o fruto da esperança,
pros pesos dos dois deixar
ela viver.

Fica flor, ai, porquê é bom.
Mas se quiser sair,
é só liberar todo esse gás,
que te faz pesar,
porquê já é hora de respirar.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Saudade

Tenho a impressão suave de que você é bem mais feliz assim!
São os dias que passam em minha mente, e as imagens que inundam minhas lembranças
que me levam de volta a infância, porquê não feliz infância?!!

Tenho estado em estados diferentes do que estou,
Tenho ido ao estado que minha mente julga de saudade/amor,
Tenho chorado em meio a sorrisos e me enquadrado em meio á angustia.

Um nó na garganta, uma vontade de voar, de retroceder, de não mais estar,
de desfazer o que não se pode, de resolver esse meu problema maior.
A morte é apenas uma viagem, viagem ao desconhecido, viagem ao nada, viagem às lágrimas.

Estar longe, não ver velório, não abraçar meu amores, meus irmãos, os meus,
me traz uma agustia maior do que a de ver o corpo sem alma.
Pior ainda é imaginar!

Tenho estado em meio a mente, mergulhando profundamente em pensamentos e palavras,
mergulhando em lembranças de vida.
Tenho estado triste, com uma casca dura, uma máscara aos que não são meus.

Se morre de solidão?!!!Foi a solidão, e isto me angustia ainda mais.
No meu futuro, quero um amor pra velhice, quero uma paz quando olhar pro lado
e ver que não estou só. Quero aquilo que me livre dessa vontade de não mais estar,
porquê estar não mais agrada, porquê olhar pro lado e ver paredes frias e velhas,
uma cama só, pequena, é apenas solidão.

Quando eu morrer, quero apenas não estar só. Quero a imagem feliz dos meus dias felizes,
quero que me olhem como alguem que amou, e que esteve presente na mente dos meus,
que foi importante pra alguém, e que esse alguém foi importante para mim.
Quando eu morrer, quero morrer sabendo que vivi.

Eu ainda quero ver cachoeiras bonitas, sentir a queda d'água em meus ombros.
Eu ainda quero correr pelo mato e sentir o ar puro da natureza,
Eu ainda quero saber das coisas mais esdrúxulas, e sempre guardar no fim
a imagem feliz dos meus dias.

Essa imagem que vejo agora, é apenas saudade do que ainda não vivi,
Mas hei de sentir saudades do que fiz,
Pra não morrer de solidão.

Essa imagem que não vi ainda me joga na cara que foi solidão. E isso me angustia ainda mais!
E esse laço preto que chamam de luto é a única imagem que posso mostrar, longe da minha máscara,
que o meu estado ainda é de angustia.

(à minha vozinha Diná, pela dor que senti com sua falta)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Meus lagos

Em meio ao que está escuro esqueço-me do meu antes.
Hoje sou tudo que não fui,
e não me desapego do que sempre tive.
Ontem mergulhei num mar de loucuras
e sucumbi a minha própria fraqueza.
Hoje eu sei que minha fraqueza é um estar em mim,
e não vivo mais sem ela.
Mergulho em lagos puros, em lagos sujos,
mas em só um me banhei.
E a essa agonia que percorre minhas veias,
dou o nome de saudade.
E a essa angustia que me consome,
dou o nome de lembrança.
E a essa tristeza que sucumbi,
dou o nome de amor.
Meus versos não são mais felizes e puros.
Hoje sou apenas reflexo de um querer.
Estou acorrentado aos meus abismos,
e caio sempre que tento me segurar em um galho.
Mas irei um dia voar deste abismo
e voltar ao princípio de tudo.
Chegarei até mim novamente.
(Matheus Matos)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Momento Sacro(provisório)

Foi Dédalo quem construiu a vida

Construiu de forma que o Sol derretesse suas muralhas de cera

E caminhássemos sem sapatos

Sobre oceanos de cera quente.

Prometeu, calos e estradas,

Quimeras se fizeram inteiras

Em montanhas e obstáculos,

Portas derradeiras e ósculos ausentes.

Somos favos irrisórios

já pelo fim

e sem flama alguma,

descendentes de labirintos psicodélicos,

Abscessos inflamados,

Alvos fáceis

No jogo de dardos excrementais das hienas sarcásticas.

Somos estátuas de sal

sujeitadas à chuva ácida do instante seguinte,

Rejeitados

a plástica do momento instante,

Seguindo em frente como cadeiras de rodas para atletas cegos.

Foi dédalo a minha vida.

Foi Dédalo quem construiu a vida,

Ícaro inconsequente lançou-se, Teseu, ao mar suicida.

Fui Deus, eu-minotauro, monturo de fada,

Não sei

se agora Egeu ou

Nada...

Edson de Paula

27/08/05

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Busca eterna

E de tanto buscar sem achar,
Meu corpo se cansou,
Buscou, amou, e chorou,
De tanto buscar sem achar.

Percorreu dramas, livros, atitudes,
Suspirou alma, medos, e vergonha,
Mas não trouxe de volta a chama,
De tanto buscar sem achar.

A escolha é um caminho sem volta,
E o caminho pode abrir as portas,
Fazer perder, achar e ganhar,
Fazer sofrer, amar e viver.

Mas de tanto buscar sem achar,
A alma se cansa,
Se rende,
E se entrega novamente,
De tanto buscar sem achar.
(Matheus Matos, 8/04/2006, 10:00)

PANTOMIMA

Quando as pétalas choram gritos de alegria

Quando as ruas transcorrem, céleres, o peito dos navegantes

Quando poesia é o que falta, só resta poesia

Quando cavalos de fogo puxam as rédeas de sonhos galopantes

É onde elfos aparecem

[furtivos]

Por entre as moitas de urze seca

E os pardais,

seres largados do tempo,

Esquecem adjetivos,

Ensinam lições sobre postes de energia elétrica,

observando pela fresta dos confins do mundo

a luz, o alento e o vagabundo

ermando sobre as águas,

errando na peleja chata

por bater na porta errada

e perceber que seu mapa astral está invertido.

Divertido é rumar à outra pátria:

Quando...

O tempo é de olvidar

O tempo é desmembrar

as vezes

esquecer a dor

ao pisar em cacos de vidro

...

01/09/05

Edson de Paula

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Inspiração

De um colo a outro não é ninguém,
De um beijo a outro, em mente, não é ninguém,
De um louco um pouco da vontade,
E da vontade o medo de não ser.

Quem é essa alma perdida,
que escreve frases bonitas,
e se perde no meio de nós?

Percorre a eternidade os versos bem ditos,
E há de ser triste escrever assim,
dos outros e não de si,
mas alma pura é assim,

Não se vê!!!

Matheus Matos (24/04/2008)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Teus Olhos

Ilusão. Teus olhos me olham e não me vêem,
São fontes de luz. Os meus? Corpos negros,
Refletem o abismo que tenho em mim,
E caio no meu abismo dos teus olhos
Como uma lágrima percorrendo tua face.

Perfeição. Descubro a ponte que une nossos olhos, que me leva a ti...
Tu não vês a ponte, pois sou corpo negro,
Tu fontes de luz.

Matheus Matos

"Onde está o mérito da luz que foge da sombra?"
Humberto de Campos

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Pensamentos

Percorrer seus medos,
Enfrentar seus dramas,
Suspirar liberdade.

A vida simples,
A confusão humana do viver,
A falta de amor e o próprio amor.

São assim as atitudes,
Um medo de falar o que sente,
Uma raiva correndo nas veias daqueles que um dia se amaram,
E a única verdade existente,
Como sempre,
A Dúvida.

São assim que os humanos vivem,
Sem querer viver,
Não lutam pelo que querem,
Não pensam o que se deve,
E fogem das únicas coisas que deveriam enfrentar.

São assim as atitudes humanas.
E quando é a hora certa?!
Quando se deve explodir,
Exaurir,
Extinguir,
A imagem falsificada do nosso eu?

Assim somos nós humanos,
Dificeis nas coisas elementares,
Simples demais nas importâncias,
E irracionais com paixões,
Amores,
Sentimentos.

Matheus Matos
29/12/2006

Menino-HOMEM

Eu escuto o teu silêncio,
acorrentado aos (m)teus delírios.
Meus pensamentos se enxugam de desejos e sonhos,
e a toalha torcida faz escorrer minhas ultimas mentiras para fossa de m'alma.
Eu menino, coagido a tornar-se homem,
tropeço no embaralhar de meus conceitos de antes e agora,
E não sei mais a dimensão ao qual me encontro.

Matheus Matos
29/03/2007

SOLIDÃO

Solidão, tu me deixaste tão só. Inóspito.
Eu segurei tua mão para não me esquecer de ti.
Percorri as noites seguras, que me trouxeram liberdade e, num suspiro, percebi
que és agora meu sol, brilharás por séculos os meus dias.
Fui adentro dos teus sonhos e invadi tua alma,
sou, como sempre, vírus: traduzo desejos e libero as angústias.

Matheus Matos
09/01/05

Partículas de (d)Deus

Qual a mente sem razão que media a dor,
dor de cotovelo, dor de corpaixão;
Que mergulha num infinito intocável por outrem,
que desvenda nada mais que si mesmo, cisco do infinito,
num tremendo monólito, rico em diamante de seu próprio eu;

Quão infinito são os nossos eus sem razão,
que perfura as ilhas inacessíveis de cada pedaço de eu meu(nosso)?!!
Que perdura na noite vazia de cubos mágicos,
com infinitos passos, infinito laços, infinitos despachos,
mas todos errados na busca do eu cubo mágico sixcolor;

Qual bela flor sem cheiro fará eu sentir o cheiro da minha poesia,
da minha poligamia, da minha eterna mania de não ser nada,
de falar de mim pra mim, de buscar na flor sem cheiro o cheiro da alma
perdida no vale da sombra do medo??

Quanto cubos mágicos de vida jogarei pelo ralo sem razão, ou
na razão do medo, no impecílio do meio termo exato, na lógica sem
lógica das cosmologias, cosmogonias, e de partículas de Deus, ou de Deuses, que são bósons
a descer pelo ralo das colisões de prótons com estrutura, sem
nenhuma condição de ser-vivo, apenas parte de um todo que eu nem posso ver,
sentir, mas que (d)Deus cuspiu no súbito desejo de criar esse pequeno universo?

O que serei com essas interrogações malucas, poeticamente erradas, poética mente
frustrada, com cheiro de ausência de ar, de armar a arapuca pra descer com dentes em
pedaços de passáros, sem gosto de nada, no pavio do princípio do fim?

Na loucura de ser assim,
sem razão, sem mediar a dor do peito,
da perda da dor do ser, de jogar-se de prédios altos em meio a mente,
e parar no milímetro mas próximo da ponta da espada de (d)Zeus, que nem espada tem!!

Quem serei daqui a dois milésimos de fração de pensamento, de fração do acontecimento do despir-se de vida, do despir-se de ar, de razão, de coração, da emoção?!
Do encarnar na submissa vontade de não querer mais estar, porquê estar não existe mais pra mim, existe apenas pros outros que não me vêem como eu era, apenas como cama, doença, ou apenas um ponto do nada, que atrapalha a estrada do outro que vai ter seu dia
de não ser?

Eu não sei...

Des-encontros

É que os encontros, às vezes, são lembranças de uma vida imaginada,
e eu que viajo pela linha mais ténue de loucura,
me agarro ao poderio da minha in-constância.

É que os desencontros às vezes são caminhos que nos levam mais pra perto do amor,
e se forma na saudade das lembranças nunca tidas,
percorrendo a linha ténue da insatisfação.

É que os encontros, ás vezes, simplesmente nos completam,
e contrário a eles esta a amargura da solidão!

Matheus Matos - 11/04/2009

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

babel

Preciso de uma chave criptográfica da tua alma.
Era tu e depois não era.
Como a confusão de babel.
Fala, alma, sonho, arte, falta algo em mim de tu.

É o herdeiro do complexo de Édipo que te torna indesvendável???
Ou a transparência de tua alma que me torna cego???

Matheus Matos 14/10/2009

crepúsculo

nenhum canto de boca sorrindo fraquejado,
te faz olhar pro meu lado.

nenhuma noite gritante com lua cheia,
te tira de minhas veias.

meus versos tão inusitados, em decadência,
surge crepúsculo, recíproco a tua ausência.

é teu sangue que quero que corra nos meus,
sangrar teu véu é te ter.

mas o meu amor fica vivo,
alimentado pelo desejo de comer.

Matheus Matos 29/09/2009

Furacões

O que era paz, se foi!

O que era vento, ficou!


Ainda sinto o beijo molhado da solidão!

Como um furacão a destruir minha vida!!


São os ventos do furacão que estão voltando.

Matheus Matos 29/11/2009

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Colapsos

Quantos caminhos em uma vida?
Um, colapsos de nossas escolhas.
Vários, instante da dúvida.

Pode ser um amor, ou várias paixões??
Sua cor ou seu arco-iris??

Quantos caminhos te levam a morte??
Quantos caminhos te traz a vida??

Ser Deus único, deuses gregos ou ateu??
Ser poeta bêbado, filosófo louco ou plebeu??

A ignorancia é o berço mais aconchegante da paz!

Matheus Matos (11/12/2009)

Um sentimento sobre a Vida

Rasgo-te a carne infame,
quando te penetro,
por isso que não venero,
nesse teu ato de gozar.

Teu lamento agora,
avesso da alegria,
é o meu prazer que tu sentias,
na tua arte de enganar.

Faço das esperanças que me destes,
uma praga, uma peste,
nessa pele imunda que me veste,
de tanto rastejar.

Agora, não sem força,
mas triste e relutante,
busco novamente o caminho errante,
No ato eterno de recomeçar.


Matheus Matos (05/05/2009)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Fugaz

Estamos na época do relacionamento fugaz.
Aquele que a gente olha olho a olho, pega não mão e diz:
"Vamos pra minha casa?". Uma hora depois daquele orgasmo pegando fogo, ela fala:
"Te amo!!!". E meia hora depois tá com outro... Tenham medo
hoje em dia ao ouvir "Eu te amo!!!". As pessoas elas não sabem
mais distinguir expressões de um cotidiano de um casal maduro
com paixões e tesão. Hoje em dia tudo pode ser amor, e acaba que
nada realmente é. Sabe, eu já amei muito!!!. E me orgulho de ter
passado pela fantasia de acreditar no meu primeiro:"Eu te amo!!!".
E desde de então nunca disse que amava alguém a menos que não acreditasse
realmente no meu sentimento, e nunca baseava isso tudo em uma
transa bem dada. Tesão é algo que enleva, no sentido real de causar êxtase,
arrebatar! Mas tudo direcionado pra aquele velho ponto G, ou seria Y, sei lá.
Sei que agora atécomprovação científica pra esse ponto tem. Mas amor,
amor não é efemero, amor não épassageiro. Amar é transar e sentir vontade,
depois da transa, de ficar juntinho,colado, unido. Não é aquela coisa de
jogar a velha camisa do flamengo, ejacular e pronto. Hoje em dia, encontrar
o amor é realmente difícil. Quando será a hora certa de saber-se amado,
de acreditar no "Eu te amo", de jurar eternidade, de procriar, de prosperar,
de ter a certeza que na velhice vamos conseguir viver de ternura,
já que o sexo não mais tem importância???? Eu realmente não sou dessa época,
minhas experiências me programaram para viver coisas intensas,
e porquê não eternas....
Hoje eu digo "Eu te amo", mas digo o que sinto, e você???

Matheus Matos (22/02/2008)